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O dia D – parte 2

3 set

Dr. Ricardo iniciou uma conversa com sua assistente. A anestesista ficou atrás de mim para monitorar. Perguntava de minuto em minuto como eu me sentia. Gustavo ficou do meu lado esquerdo, em pé, olhando quieto, imóvel. Como eu não sabia o que se passava do lado de lá daquele pano azul, só tinha o rosto impassivel do meu marido para cuidar. O único, ali, além de mim, que poderia demonstrar alguma emoção.
O médico continuava tagarelando enquanfo fazia alguma coisa, em mim. Depois de algum tempo, ouvi um barulho de sucção, como um aspirador que sugava líquidos. Ele me explicou que lá se ia o líquido amniotico. Então tá.
Mais alguns minutos se passaram e, de repente, eu era remexida de um lado para o outro, fuçada, literalmente, em todas as minhas entranhas. Daqui a pouco ele puxa um bebê, ouvi aquele choro imediato e senti alívio. Enfim, nasceu.
Baixaram um pouco a cortina para eu vê-la. Marido fotografando, filmando, chorando. Enrolaram-na e me colocaram no peito.
Pude, então, dizer para minha filha, vendo-a livre, pela primeira vez, que eu a amava.

Entregaram-na para Gustavo levar. E eu fiquei sendo costurada. Depois, já em recuperação, ouvia seu chorinho lindo, enquanto ela era banhada. Dormi.

Lembro que demorou muito tempo para eu ir para o quarto, porque meu médico não me sondou e eu só seria liberada depois que conseguisse urinar. Essa parte foi bem ruim. Eu estava com a bexiga cheia mas meus músculos não me obedeciam. Eu forçava e nada. Cumadre vazia. Duas vezes puseram sonda emergencial. Acabei indo pro quarto mesmo sem o tal xixi.

Somente a tarde consegui sozinha fazer. Banho, milagrosamente e curvadamente, tomei a noite. Heroína, porque doía muito. Ana Clara ficou comigo no quarto o tempo inteiro. Foi maravihoso, apesar do leite demorar muito para descer, e como ela era grande (4.120kg – 51,5cm) sentiu fome logo. Acabamos tendo que dar nam de copinho para ela ainda no hospital, porque eu tinha apenas colostro.
Meu leite desceu depois de 4 dias. Aí o resto vcs já sabem.
Amanhã postarei o filme do nascimento da filha.

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Falta 1 dia para eu voltar a trabalhar!

O dia D

2 set

Acho que nunca contei em detalhes como foi o meu dia 04 de fevereiro, quando Ana Clara nasceu.
Talvez algum detalhe tenha sido esquecido neste meio tempo, mas depois de 7 meses, ainda tenho vivo na memória aqueles momentos.

Minha cesárea foi marcada para a segunda-feira, dia 04 de fevereiro, às 8h da manhã. Ana Clara estava sentada, em apresentação pélvica, o que impossibilitava o parto normal. Eu estava de 39,5 semanas de gestação.
Lembro que naquela noite anterior eu estava bem nervosa. Acho que nem dormi direito. Ou pouco. Malas prontas. Checada com o hospital sobre o quarto. Tudo ok. Não haveriam problemas quanto à internação.
Na manhã seguinte chegamos de carona com meu pai, no horário combinado com o médico: 7h. Na recepção do hospital, fomos informados que não haveria quarto particular disponível, pois havia mudado a fase da lua e muitas mulheres haviam entrado em trabalho de parto naquela noite. Quase surtei. Mas garantiram que haveriam altas naquele mesmo dia e que eu não deveria me preocupar.
Finalizando a papelada da internação, subimos para o centro obstétrico com minha mãe a tiracolo. Avisamos da nossa chegada e logo em seguida me chamaram. Mas Dr. Ricardo ainda não havia chegado. Me disseram para ficar ali para ser “preparada” para o procedimento. No CO, pude avistar, por entre as cortinas que separavam cada leito, uma menina beirando os 14 anos, amamentando um bebê. Em outro, uma mulher urrava de dor. Estava em trabalho de parto. A equipe médica e enfermeiros ali presentes todos ocupados e indo de um lado ao outro.
Mandaram me despir, confirmaram minha depilação e me puseram “pronta” em uma daquelas macas. Enquanto aguardava, e o tempo ia passando, minha ansiedade aumentava. Nestes minutos, conversei um pouco com a tal menina, ela tinha 13 anos e era mãe solteira, claro. Era um lindo menino que havia nascido dela naquela noite.
No box ao lado a moça em trabalho de parto gritava cada vez mais alto e dizia “está nascendo”. Demorou um pouco até alguém examiná-la. E toda vez que ela gritava, lágrimas me rolavam pelas faces, num misto de pena e medo, por mim e por ela. Mais por mim!
Um médico foi examiná-la e gritou: “está nascendo mesmo, não vai dar tempo para mais nada, vamos levar!”
E foi aquela correria. Em menos de 10 minutos, ouvi um choro de bebê. Me senti feliz, aliviada por ela. Mas ainda nervosa, porque meu médico estava demorando.
Acho que já havia passado das 8h quando Dr. Ricardo chegou. Ele conversou um pouco comigo e foi se preparar. Vi que chamaram o Gustavo para trocar de roupa também para o grande momento. Me passaram para a sala cirurgica. A anestesista se apresentou e me pôs sentada para receber a medicação. Eu lembrava vagamente do curso de gestantes que fiz qual era a posição correta para tomar a tal anestesia. Fiz como tinham ensinado. Mas na hora da agulhada nas costas, foi inevitável, me ergui. Na segunda vez, fiz a mesma coisa. Pedi desculpas, morta de vergonha e expliquei que era um reflexo involuntário de auto proteção! Pedi para a enfermeira me segurar e não me soltar. Deu certo. Me puseram deitada na maca, com os braços esticados, como numa cruz.
Aos poucos minhas pernas foram adormecendo. Não sentia mais nada do peito para baixo. Levantaram a cortininha, chamaram o Gustavo e tudo começou… (continua amanhã)

Hora Marcada

3 fev
Passada rápida pra avisar que nossa cesárea será amanhã, dia 04 de fevereiro, às 8h.
Rezem por nós.
Beijos no coração de todas.

As fotinhas das 38 semanas

28 jan

Fotos da barriga de 38/39 semanas.
Acho que serão as últimas, porque tá tão caidaça a pobrezinha da pança (como eu), que nem bonita mais ela é.
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Antes que eu esqueça: estou destampada! hehehe (tampão caiu ontem pela manhã). bjs

Oração da Gestante

24 jan
Senhor, um sonho grávido revelou-me a realização de um desejo íntimo: ser mãe.
Pulsa no âmago do meu ser a semente vital, um broto inquieto que já brinca em meu ventre,
transformando-o em um mundo maravilhoso.
Fico imaginando, ó Deus, a emoção que sentirei ao dar à luz esta criança e alimentá-la com meu leite, dar-lhe banho, trocar-lhe as fraldas, acalentá-la e ensiná-la a dar os primeiros passos.
Sei que a vocação materna impõe constante dedicação, responsabilidade e amor,
por isso, aceito sublime este período de gestação, com muita esperança e alegria.
Dá-me energia para estar em paz comigo mesma.
Abençoa todas as gestantes e as mulheres que sonham, um dia, ser mães.
Eu te ofereço este novo ser que vive em mim e que em breve irá me chamar carinhosamente de mamãe.
Peço-te Senhor, que a abençoes.
Amém.
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